quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Como o Autismo age no sistema nervoso?

Boa tarde!! Hoje, vamos entender como o autismo age no sistema nervoso

Segundo o Dr. Clay Brites da NeuroSaber, o autismo age nas áreas de grande importância no cérebro: cerebelo (o tônus muscular e o equilíbrio dependem dele), sistema límbico (responsável pelos comportamentos sociais e pelas emoções) e o hipocampo (parte integrante do sistema límbico e ligado à aprendizagem). 

Para a Neuropediatra Deborah Kerches, em seu livro Autismo ao Longo da Vida, o cérebro apresenta funcionamento atípico. Algumas crianças já apresentarão características nos primeiros meses de vida, enquanto outras podem ter um período de desenvolvimento dentro do esperado, e após perder as habilidades. Em casos mais funcionais, as características podem ser sutis ou mascaradas por estratégias sociais aprendidas tornando-se mais claras com o aumento das demandas sociais.


As situações acima expostas estão diretamente ligadas ao fato de o cérebro da criança não processar a informação tátil. Isso reflete a reação cerebral do autista. A região afetada, nesses casos, é o tálamo, o lobo temporal e a medula.

Segundo estudos, essas partes do cérebro podem ficar comprometidas durante o desenvolvimento do sistema nervoso. O número excessivo de neurônios está relacionado ao excesso de sensações no cérebro, causando toda essa desordem. Questões como intolerância a determinados aromas, gostos e tudo que se refira a alimentação também estão presentes na vida do autista

O cérebro dos autistas processa sinais sensoriais mais depressa que o normal. Já as respostas do núcleo caudado direito, região do cérebro ligada ao aprendizado e ao controle de impulsos motores, são mais lentas. 

Estudos realizados nos últimos anos mostraram que os hemisférios dos cérebros de pessoas com TEA têm um pouco mais de simetria do que os daqueles sem nenhum transtorno.

Mesmo que essa diferença não seja suficiente para diagnosticar o autismo, sabemos que a assimetria entre os lados esquerdo e direito do cérebro é um aspecto importante da organização cerebral. Isso porque algumas funções do cérebro tendem a ser dominadas, ou usar o termo técnico lateralizado, por um lado do cérebro.

De acordo com a Fisioterapeuta Cibele Kátia Faria Calza, ao longo da vida, o desenvolvimento motor aumenta a capacidade de realização de funções cada vez mais complexas e os prejuízos motores têm mais impactos em várias áreas, inclusive nas relações sociais.

As habilidades sociais envolvem um conjunto de competências que nos instrumentalizam para interagir com as pessoas ao nosso redor, sendo uma delas o desempenho motor. Todas as nossas ações envolvem algum desempenho motor, até mesmo para se comunicar, seja através da fala, através de outro comportamento comunicativo que pode ser expresso com a linguagem corporal com gestos e movimentos que dependem da capacidade de controle motor de cada indivíduo.


Vale lembrar que cada pessoa é única e, autista ou não, sua forma de pensar também é singular.

É importante sempre estimular e buscar ajuda quando precisar!


Espero que tenham gostado


Um abraço afetuoso

Profª Vany Haddad (Autista)


Referências

Site

Como o Autismo Age No Sistema Nervoso. Disponível em: <https://institutoneurosaber.com.br/como-o-autismo-age-no-sistema-nervoso/> Acesso em: 27.dez.2022


Livro

KERCHES, Deborah. Autismo ao longo da vida. 1ª Ed. São Paulo, SP Literare Books International, 2022.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

PARTE 4 - O PROFESSOR E O ALUNO AUTISTA + REFLEXÃO

 Bom dia!!


Na parte 4, vamos entender o papel do professor com o aluno autista, e no final deixarei uma reflexão a vocês.

O Professor e o Aluno Autista
O Professor é a pessoa mais importante no processo de aprendizagem do aluno. Como educadores, devemos nos conscientizar disso e procurar obter uma melhor compreensão de como o aprendizado ocorre. O modo de agir deve ser igual para todos.
A pessoa autista apresenta dificuldade na comunicação verbal e não verbal, tornando-se necessário o emprego de frases simples e diretas para facilitar o entendimento. Os autistas são visuais, por isso, para deixar a aprendizagem mais lúdica, é importante mostrar imagens a expressão por meio da arte, pode ser trabalhado várias habilidades psicomotoras, como: coordenação motora, raciocínio lógicos e regras.

Reflexão
Muitas pessoas pensam que os autistas, por terem um comportamento inapropriado, pensam que são malcriados e impossíveis de lidar. Esses pensamentos sobre eles não fazem deles uma pessoa melhor. O que faz a diferença é tratá-los com amor e respeito, igualdade, pois eles têm qualidades e habilidades assim como todos nós.
Inclua, acolhe e entenda! Os autistas são pessoas normais!

Espero que eu tenha ajudado vocês!

Um abraço

Vany Haddad (Pedagoga)

Os Oito Sentidos: Baseado No Livro Neuropsicomotridade

  Boa tarde!! Hoje iremos falar sobre os oito sentidos:

Visão, tato, audição, olfato e paladar, são os cinco sentidos tradicionais. Esses são os primeiros que vem em nossa mente.

Os outros três sentidos são: propriocepção, equilíbrio e interocepção.

Segundo Fonseca, a propriocepção, é a percepção dos músculos e articulações do corpo. Com ela, é possível saber a posição, a localização, orientação e o movimento sem depender dos sentidos básicos. Sem precisar tocar, é possível saber, qual a posição da perna esquerda. Também consegue tocar na ponta do nariz de olhos fechados.

 

O equilíbrio é percebido pelo sistema vestibular. Com ele é possível perceber o equilíbrio e a orientação no espaço, pois, envia informações sobre movimento e posição da cabeça, relativas à gravidade.

 

A interocepção é um sentido que se refere às condições físicas e fisiológicas do corpo. Os interoreceptores são sensores que informam o que os órgãos internos estão sentindo.

 

Em um cérebro funcionando bem, esses oito sentidos se completam e é possível ter percepção do que está acontecendo dentro e fora do corpo. Em alguns casos, essa comunicação pode estar afetada, levando a comportamentos compensatórios, como ocorre no Transtorno de Processamento Sensorial (TPS).

 

Espero que tenham gostado

 

Um abraço afetuoso

 

Prof.ª Vany Haddad

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Livro: Neuropsicomotricidade - Victor da Fonseca.

Entrevista: A Minha História de Vida e o Autismo

 

Boa tarde!!


Hoje vou passar um vídeo sobre a minha história de vida e o Autismo
Espero que gostem da entrevista 
Tema: O Adulto e o TEA: Existimos para a Sociedade?
Clica no Link abaixo:


Um abraço afetuoso
Profª Vany Haddad 

O QUE O AUTISTA PODE FAZER?

São várias informações na Internet falando sobre o que o autista não faz. Mas, você já parou para pensar o que nós autistas podemos fazer?


Autismo não é um bicho de sete cabeças, enfrentamos dificuldades, alegria, conquistas, tristezas, enfim, somos seres humanos!

Não subestime a capacidade das crianças!
Elas podem ajudar em casa, estudar, brincar, serem autônomas!

Autista pode tudo, até trabalhar!

Vamos valorizar a capacidade dos autistas, para que as barreiras possam ser superadas!

Juntos somos mais fortes!

Se você gosta do meu conteúdo, siga a minha página, curte, comente, compartilhe para que possa alcançar as pessoas e salve para ver depois.

Perfis do Instagram que usei como referência:
@sabrinagalaxepsi
@wallacedelira
@carolsouza_autistando
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@professora.autista
@lygiapereira.psi
@chimurawill
@professora.autista

Afeto Forçado

 Boa noite!!

Hoje vamos falar sobre um tema polêmico, porém muito sério: o afeto forçado e quanto isso prejudica tanto a autoestima da criança a ponto de ela não ter liberdade de expressar seu afeto com as pessoas. 

Diga oi para sua tia, "Dá um abraço na vovó" ou "Deixe seu tio te dar um beijo"
Certamente você já escutou ou falou essas frases para a criança.
O problema é que são propostas comuns em qualquer visita de família. 
Porém, muitas vezes são momentos desconfortáveis já que as crianças se recusam enquanto os pais as forçam a dar carinho. Isto é conhecido como carinho forçado.
Os beijos e abraços são delas e não são obrigatórios. 
As crianças escolhem a quem e quando mostrar o seu afeto e os adultos devem respeitar. Pois o corpo e a decisão são delas.


Jamais obrigue seus filhos a darem beijos e abraços nas pessoas que eles não querem, mesmo sendo da família. Respeito é a melhor forma de conviver e as crianças merecem.
Respeite o corpo delas. 

Espero que tenham gostado 

Um abraço 

Prof. Vany Haddad 


Referência Bibliográfica:


Não Obrigue a Criança Demonstrar Carinho se Não Sente Vontade.

DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

 

 Boa noite!!

Hoje vou falar do dia nacional de luta da pessoa com deficiência

Vamos descobrir juntos como surgiu essa data?

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é um debate que serve para refletir sobre as políticas e ferramentas para a Inclusão dos PCDs.

O que são políticas da Inclusão?

Políticas da Inclusão são aquelas que garantem que tenhamos um mundo acessível para todos. Para isso debatemos e refletimos a forma de comunicação entre o mercado de trabalho e a sociedade.

 

Como surgiu essa data e por que é comemorado dia 21 de setembro?

A comemoração do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência em 21 de setembro foi oficializada em 2005 pela lei Nº11.133, mas já era celebrada em 1982 por iniciativa do Movimento pelos Direitos dos PCDs – grupo que reunia desde 1979 para reivindicar direitos e melhorias para a vida das pessoas com deficiência.

O interessante é que a data coincide com o Dia da Árvore e o início da primavera, representando o nascimento e a renovação do movimento dos PCDs. Afinal, é uma luta que não acaba.

 

O Brasil tem mais de 45 milhões de PCDs, de acordo com o Censo de IBGE (2010). E felizmente, graças a mobilização de ativistas com ou sem deficiência, vemos que hoje conquistas significativas nas políticas e nas leis que beneficiam esse segmento da população.

Vamos juntos lutar pelo preconceito e exclusão social!!

 

A pessoa com deficiência merece ser feliz!!

 

Espero que tenham gostado

 

Um grande abraço afetuoso

 

Profª Vany Haddad

DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

 

Boa noite!! Apresento a vocês curiosidades sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.


Todo dia 2 de abril comemoramos esse dia, afim de conscientizar as pessoas com informações do espectro.


Esse dia foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007, para incentivar as ações e apoiar as pesquisas que visam melhorar o bem estar e a inclusão.


O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, apoia causas que promovem a conscientização sobre o TEA nas escolas, as crianças podem conhecer o tema e a importância da diversidade.

Essas ações são importantes para difundir os sinais de autismo para que as pessoas saibam mais sobre o assunto.


Autismo não é uma doença! É a maneira diferente de ver o mundo. 

Eles são normais!


Inclua, acolhe e entenda!


Espero que tenham gostado!!


Um abraço



Profª Vany Haddad


Fonte de pesquisa


SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "2 de abril – Dia Mundial de Conscientização do Autismo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/2-de-abril-dia-mundial-de-conscientizacao-do-autismo.htm. Acesso em 02 de abril de 2021.


https://institutoneurosaber.com.br/dia-mundial-de-conscientizacao-do-autismo/

Acesso em 02 de abril de 2021

MITOS SOBRE AUTISMO

 

Boa tarde!!

Hoje vamos conhecer um pouco dos mitos sobre Autismo.

 

Circulam pela internet vários mitos sobre o autismo, neste post, vou te ajudar a entender cada um deles:

 



1.       Autismo tem cura:

Isso é um mito muito comum que circula por aí. Vale lembrar que o Autismo não é doença e sim um transtorno de neurodesenvolvimento. Não existe exames que pode diagnosticar o Autismo.

2.       Vacina causa Autismo.

Mito. Porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), define a vacina como proteção das doenças. Por isso as vacinas não causam autismo, e sim protege de várias doenças.

 

3.       São agressivos.

Nem todos os autistas são, alguns buscam outras maneiras de expressar a frustração.

4.       Não tem empatia

Mito. Alguns autistas podem sim ter dificuldade de demonstrar sentimentos, mas não fazem deles não ter empatia e serem considerados “frios”. Eles são carinhosos e empáticos perante as dores e sentimentos de outras pessoas.

5.       Não gostam de ter amigos

Reconhecemos que existe uma dificuldade nas relações sociais do autista. Porém, alguns autistas tendem a ter facilidade em criar amizades, principalmente quando estão se sentindo confortáveis em determinadas situações.

6.       Os autistas são iguais

Mito. De acordo com a NeuroSaber, o Transtorno do Espectro Autista, como o próprio nome já relata, se trata de um espectro. Ou seja: é um transtorno que tem várias características e pode aparecer em cada criança de uma forma.

Por isso, por mais que existam critérios utilizados como base para realizar o diagnóstico, seus sinais são individuais.

 

7.       Autismo ocorre somente em meninos.

Mito. Autismo é uma condição. Ocorre em meninos e meninas. Eu por exemplo que estou escrevendo esse artigo para vocês, sou autista

8.  O autismo é causado por maus pais 

O autismo não é causado por maus pais. A pesquisa provou que a paternidade não é culpa. Estamos financiando estudos no momento para apoiar os pais e ajudá-los entender melhor o autismo. Essa abordagem pode melhorar as habilidades de comunicação de uma criança autista. O estilo parental certamente pode ajudar uma criança autista a lidar com o mundo, mas definitivamente não é a causa raiz do comportamento autista.

Conclusão

Autismo não é doença, é uma condição. São normais e podem fazer tudo.

É importante entender o Autismo para entender cada um.

Nosso cérebro é diferente, pois podemos ver o mundo como ele realmente é.

 

Espero que tenham gostado dos 8 mitos que trouxe para vocês.

 

Um forte abraço

 

Profª Vany Haddad

 Referências Bibliográficas

Mitos e Causas do Autismo. Disponível em: https://www.autistica.org.uk/what-is-autism/autism-myths-and-causes Acesso em 06.mai.2022

Mitos sobre Autismo que você precisa conhecer. Disponível em: https://institutoneurosaber.com.br/mitos-sobre-o-autismo-8-principais/ Acesso em: 06.mai.2022

Estereotipias no Autismo

Bom dia!!

 Hoje vamos falar a respeito das estereotipias no Autismo

 

O que é?

 

Estereotipias são movimentos repetitivos que o indivíduo faz ao longo dos dias. A presença dela é um dos sinais que podem indicar o TEA. O termo comum para as estereotipias é stims, do inglês, "estímulos". Essa nomenclatura é mais utilizada por pessoas autistas para se referir a esses comportamentos. Pois, para elas, reforçam que o principal objetivo desses movimentos é ajudar a controlar os estímulos excessivos que muitas vezes podem causar crises e comportamentos desafiadores.

 

As principais estereotipias são:

 

Agitar as mãos

Balançar o corpo

Bater os pés

Girar objetos ou próprio corpo

Repetir sons

Flappings (quando a criança fica abanando as mãos)

Cutucar algumas partes do corpo, como as orelhas ou nariz.

 

Para a psicóloga Sabrina Galaxe, ela considera que é muito importante buscar compreender o motivo pelo qual a pessoa está apresentando esse comportamento, se é para aliviar a ansiedade ou diante de uma situação de estresse. Alguns autistas afirmam que auxilia a prestar atenção em algo ou alguém, para conseguir manter o foco, e às vezes o contato visual também. De modo geral, as estereotipias auxiliam na autorregulação, portanto só deve haver intervenção caso esteja machucando a si próprio ou à outra pessoa.

 

Vale lembrar que as estereotipias não são iguais para todos os autistas e que pessoas neurotipicas podem apresentar muitos movimentos repetitivos. A única diferença é que neurotipicos tendem a ter um controle maior desses comportamentos e conseguem controlá-los quando estão em público, por exemplo.

 

A Terapia ABA pode auxiliar a diminuir estereotipias quando causam problemas físicos, ou seja, quando são auto lesivas ou lesivas. Caso contrário, não há problema serem retiradas.

 

Espero que tenham gostado

 

Um abraço especial

 

Profª Vany Haddad

 

Referências Bibliográficas

 

Estereotipias no Transtorno do Espectro do Autismo. Disponível em: http://www.neuroconecta.com.br Acesso em: 21.mai.2022

 

ESTEREOTIPIA MOTORA: COMO LIDAR COM O COMPORTAMENTO REPETITIVO EM CRIANÇAS COM AUTISMO? Disponível em: http://www.institutoneurosaber.com.br Acesso em: 21.mai.2022

Galaxe, Sabrina (2022)

ARTETERAPIA

  Bom dia!! Hoje vamos falar sobre Arteterapia


A Arteterapia tem uma função ampla, ajudar a pessoa com deficiência a se expressarem por meio da Arte. Funciona como um recurso terapêutico.

A Arteterapia baseia-se de que o processo criativo envolvido na atividade artística, é terapêutico e enriquecedor na qualidade de vida das pessoas. Por isso, criar, refletir sobre os processos e os trabalhos artísticos, resultam pessoas que possam ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a autoestima, lidar melhor com os sintomas, estresse e experiência traumática, desenvolver recursos físicos, cognitivo, emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.

As linguagens plásticas, poéticas e musicais, podem ser mais adequada a expressão e a elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, essa complexidade de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica: um mundo de constantes percepções e sensações moral da comunicação verbal do cotidiano. Uma obra de arte consegue por si só, transmitir sentimentos como: alegria, desespero, angústia e felicidade de maneira única em que se encontra o autor no momento da criação.

A utilização de recursos artísticos como: pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, artesanatos, entre outros, tem como finalidade a mais pura expressão, sem se preocupar com a estética, e sim com o conteúdo pessoal

implícito em cada criação e explicito como resultado final. Contudo, as técnicas de utilização de materiais, citados acima, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização.

A Arteterapia tem como papel principal, atuar como catalizador, favorecendo o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes impedido por algum motivo, expressando sentimentos e atitudes. A Arte Terapia é benéfica para as pessoas de qualquer idade, sendo utilizado tanto para o autoconhecimento e auto expressão, como também nos casos de doenças mentais. Ela resgata o potencial do indivíduo criativo do homem buscando a mente saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para restauração do ser.

Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica é temporal da linguagem verbal de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos e a possibilidade de lidar com emocional de forma direta e não intencional.



REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

APOSTILA, Arte terapia. Disponível em: PDF. Acesso em: 13 de maio de 2019.

FERREIRA, Aurora. Arte, escola e inclusão: atividades artísticas para trabalhar com

diferentes grupos. 2.ed. – Petrópolis, RJ : Vozes, 2011.

Mello, de, S. Ross, Ana Maria. Autismo: Guia Prático. 7aEdição.


Espero que tenham gostado


Um abraço


Profª Vany Haddad

O Que Não Dizer a Um Autista?

  Boa tarde!! Vamos falar sobre um assunto importante, porém polêmico

O que não dizer a um Autista?

- “Você fala?”

Sim, falo baixo! Mas, falo e entendo o que falam como todo mundo. Porém, nós autistas, temos várias formas de se comunicar. E, às vezes, não queremos falar.


- “Tem cura?”

Autismo não é doença, portanto não tem cura. Deus nos fez para fazer a diferença do jeito que somos!! Assim, são os autistas, eles podem fazer a diferença no mundo.

 

- “Todo mundo é meio autista”

Não existe "meio autista".

Há uma frase muito interessante da Psicóloga Sabrina Galaxe: "Se você conhece um autista, você conhece um autista!" Ou seja, cada autista é único.

 

- “Autista tem cara?”

Não. Não temos cara de autista. Apesar de ser invisível e imperceptível o saber que uma pessoa é autista, muitas vezes, acabamos descobrindo através do comportamento, mas autista não tem cara, nós temos um cérebro que funciona diferente.

 

- "Ah, mas você é tão inteligente!"

Todo ser humano é inteligente. Nós temos habilidades diferentes, mas, a gente pode tudo.

 

- Nunca responde por um autista.

Deixa-o responder, ele consegue! Aí você pode me perguntar:

"Mas, Vany, e quando o autista é não verbal, como ele vai responder?"

A sugestão que eu dou, é fazer um crachá, uma pulseira ou dar um papel com nome, idade, e o que quiser. Pode usar também imagens. Só não responde por ele.

 

- "Você não consegue! Deixa que eu faço para você!"

As pessoas autistas, tendem a ter um pensamento concreto, e, portanto, não conseguem usar, nem entender falas e expressões que sejam metáforas, tenham duplo sentido ou estejam no sentido figurado. Vários autistas são bastante literais.

 

- Nunca minta ao autista e não prometa o que não pode cumprir.

Fazendo isso, o autista pode perder a confiança em você.

 

- Não fale de forma infantilizada com o autista, porque nós entendemos tudo o que escutamos, somos normais e não precisamos disso.

 

Respeite o autista, acolhe e o entenda!

 

Espero que tenham gostado!!

 

Um abraço afetuoso

 

Profª Vany Haddad

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GALAXE. Sabrina (2022)

GAIATO. Mayra (2022)

AUTISMO - HISTÓRIA E DEFINIÇÕES

 

Bom dia!!
Hoje vamos falar sobre o Autismo. Esse tema, será dividido em 4 partes.
Nessa primeira parte vamos entender a história, as definições, as curiosidades e os graus do Autismo.

O Autismo foi descrito pela primeira vez em 1943 pelo Dr. Léo Kanner (médico austríaco residente em Baltamore, nos EUA), escreveu um artigo originalmente em inglês. O conceito de Autismo tem como definição uma doença das linhas das psicoses, caracterizada por isolamento extremo, alterações de linguagem representada pela ausência de finalidade comunicativa, rituais do tipo obsessivo com tendência a mesmice e movimentos repetitivos.
Nesta abordagem, a doença tinha suas origens em problemas nas primeiras relações afetiva entre a mãe e o filho, que comprometiam o contato social, ideia extremamente definida até meados dos anos 70, mas atualmente é definido como um conjunto de base orgânica, com implicações neurológicas e genéticas.
Hoje o Autismo é uma área de intenso interesse em que diferentes estudos estabelecem e promovem desde alterações conceituais até modificações terapêuticas de fundamental importância.
O “isolamento autístico extremo”, levava as pessoas a negligenciar ou recusar o contato com o ambiente, e esse comportamento podia estar presente. Assim, algumas mães costumavam recordar que o filho não fazia contato visual com as pessoas. Evidente que a maior parte desse sinal do autismo era identificada respectivamente de modo que o problema na aquisição de fala, costumava ser os sinais de que algo estava errado.
As crianças também tinham dificuldade em generalizar conceitos, tendo a usá-los de modo lateral e associada no qual foram ouvidos pela primeira vez. Até os cinco ou seis anos, apresentavam ecolalia e não usavam o pronome “eu” para se referirem a si mesma. Para manifestarem um desejo, repetiam com a mesma entonação a frase ou pergunta que haviam escutado de outros.
Ainda nos anos 60, apareciam os primeiros sinais da concepção que nas décadas seguintes se constituirá uma nova hegemonia no campo psiquiátrico. Três dessa mudança, bastante interdependentes entre si, merecem ser destacados.

Definições
O Autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade.
A causa do Autismo é desconhecida, no entanto, alguns investigadores atribuem-no as alterações bioquímicas, mas todos os outros o associam a distúrbios metabólicos hereditários, encefalites, meningite, rubéola, contraída antes do nascimento, ou lesões cerebrais. Porém, existem bastante incertezas e dúvidas na relação do Autismo com outras doenças. Contudo, o Autismo afeta o Sistema Nervoso, em diferentes áreas: capacidade de interação social e de comunicação, são algumas áreas afetadas.
Muitos autistas não têm linguagem verbal e noutros casos o uso da linguagem é muito limitado ou literal.
Os autistas, seguem rotinas de forma extremamente rígida, ficando perturbados quando qualquer acontecimento impede ou modifica essas rotinas, muitas vezes, a frequência do balanço do corpo, os gestos e os sons repetitivos, acontece em situações de maior ansiedade ou irritação e quando não o entende.
O único estudo epidemiológico no Brasil, estimou uma prevalência de 0,3% de crianças autistas, mas estudos recentes demonstram nos Estados Unidos e na Coréia do Sul, a prevalência de mais de 1%.
Pesquisas relatam que as crianças autistas atualmente respondem muito bem a intervenção precoce e intensiva (antes dos 5 anos), às estratégias de manejo dos comportamentos, ações educacionais e saúde integrada. A demanda por informação e orientação nessa área tem aumentado devido às mudanças recentes da legislação educacional, que agora exigem a inclusão do indivíduo diagnosticado com autismo na escola.
É conhecido como Transtorno do Espectro Autista.


"De acordo com o último Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), o Transtorno do Espectro do Autismo “é definido pela presença de déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia" (fonte: Neuroconecta).

Autismo não tem cura - Autismo tem tratamento.
Por não se tratar de doença, logicamente não tem cura, porém tem tratamento e este deve acontecer ao longo de toda a vida, pois o tratamento possibilita que a pessoa autista possa se desenvolver, adquirir habilidades sociais e conquistar autonomia e independência.

Autismo não se adquire ao longo da vida - Autismo pode ser diagnosticado ao longo da vida.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o autismo não pode ser desenvolvido ao longo da vida. Uma pessoa não "vira" autista porque recebeu o diagnóstico. Na verdade o autismo sempre esteve ali, as dificuldades também, a diferença é que com o diagnóstico passa-se a ter conhecimento das razões pelas quais essas dificuldades se fazem presentes e assim a pessoa passa a ter maiores chances de conhecer a si mesma, receber o tratamento adequado e ter mais qualidade de vida.

O autismo é uma condição invisível. Não há características físicas que o caracterizem. E se for autismo moderado, as expectativas sobre comportamento e desempenho são altas. Esperamos que, se souberem falar, possam se comunicar para conversar, expressar suas emoções e ter empatia com o outro. Acreditamos que eles podem tomar decisões, resolver problemas e ser independentes porque são inteligentes. Acreditamos que eles podem ser flexíveis e se adaptar às mudanças, porque não precisam de histórias sociais ou pictogramas.


Crianças com autismo apresentam desenvolvimento atípico de regiões cerebrais conectadas à amígdala, uma estrutura cerebral do tamanho de uma amêndoa envolvida no processamento do medo e de outras emoções, segundo um novo estudo .

As regiões do cérebro mais afetadas variam entre meninos e meninas autistas, o estudo também mostra, aumentando o crescente corpo de evidências de diferenças sexuais no autismo, dizem os pesquisadores.

Uma melhor compreensão do desenvolvimento da amígdala e sua conectividade pode ajudar no desenvolvimento de novos biomarcadores para estudar o cérebro e a saúde social”, diz Emma Duerden , professora assistente de psicologia aplicada na Western University em Londres, Canadá, que não esteve envolvida no estudo.

AMÍDALAS CEREBRAIS 
A amígdala é um centro central para os circuitos cerebrais envolvidos na função social. Estudos anteriores descobriram que ele está aumentado em algumas crianças autistas em comparação com crianças não autistas, uma diferença que pode estar ligada à ansiedade e à depressão .

Crianças autistas tinham regiões cerebrais maiores conectadas à amígdala do que crianças não autistas em todas as idades. As diferenças cresceram ao longo do tempo e foram mais aparentes entre as crianças autistas com dificuldades sociais proeminentes. Os pesquisadores não encontraram diferenças no tamanho das áreas do cérebro não diretamente conectadas à amígdala entre crianças com e sem autismo.

Lee observa que seu estudo examinou o papel do sexo biológico no autismo. “No entanto, o papel da identidade de gênero pode ser igualmente importante”, diz ele. “A identidade não conforme de gênero é notavelmente comum no autismo, mas tem recebido muito pouca atenção.”

É preciso olhar para o/a aprendiz como um ser único e complexo, que tem potencial para expandir suas aprendizagens. Ver cada estudante como um ser humano com desejos, encantos e desencantos, e não olhar apenas para o diagnóstico! 

Artigo: https://doi.org/10.53053/QVZJ8294
GAIATO, Mayra (2022)

https://neuroconecta.com.br/Acesso em agosto de 2022

SELETIVIDADE ALIMENTAR NO AUTISMO: O QUE É E COMO LIDAR? E EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

 Bom dia!!


Na parte 3, vamos entender o que é seletividade alimentar no Autismo e como lidar:

Seletividade Alimentar no Autismo: O que é e como lidar?
O termo “Seletividade Alimentar”, tem vários significados, como: recusa alimentar, repertório restrito de alimentos e ingestão frequente de um único tipo de alimento.
A seletividade alimentar é comum em crianças nos primeiros anos de vida. Inclusive em autistas, quando está relacionado à dificuldade de modulação sensorial da audição, olfato, visão, paladar e toque. Nesse caso, os padrões são regidos pela aversão a alguns fatores: textura, cor, sabor, forma, temperatura e cheiro do alimento.
Como lidar?
Em primeiro lugar, paciência. Diferente das crianças neurotipicas que se você não der o que querem ou gostam, elas irão comer o que tiver, as crianças dentro do Espectro não irão comer nada. Sendo assim, a paciência é o primeiro passo. Buscar alternativas para inserir e/ou apresentar outros alimentos para a criança, também é importante.
Atenção!!!!
Não force, porém ofereça!! Quanto mais lúdico for o prato, mais o interesse em comer aumenta. Deixa a criança tocar no alimento, pois os cinco sentidos contarão para ela como é o alimento.

Equipe Multidisciplinar:
 Psicólogo
Psicopedagogo
Pedagogo
Fisioterapeuta
Terapeuta Ocupacional
Psiquiatra

CURIOSIDADES E NÍVES DO AUTISMO

 Boa noite!!


Fiquem agora com a parte 2:

Curiosidades:
O Autismo acontece mais em meninos do que em meninas;
 Alguns Autistas são visuais, por isso é importante trabalhar com imagens;
O Autista pode aprender como qualquer outro ser humano;
O Autista pode ser alfabetizado;
A inclusão da família é base primordial e lei para a sociedade;
Pode ocorrer atraso no desenvolvimento.

Níveis do Autismo:
NIVEL 1 DE SUPORTE: (Necessidade de pouco suporte)
Pode ter dificuldade para se comunicar, mas não é limitante para as interações sociais, dificuldades na organização e planejamento, impedem a independência. Pode falar muito bem e não apresentar dificuldades de aprendizagem, depende de cada criança.
NIVEL 2 DE SUPORTE: Necessitam de suporte
Apresentam menor intensidade aos déficits de comunicação e linguagem.
NIVEL 3 DE SUPORTE: Maior suporte/apoio
Apresentam um déficit grave de comunicação verbais e não verbais. Ou seja, não conseguem se comunicar com suporte acontece o isolamento social se não estimulados.

TPS: TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL

 Boa tarde!! Hoje vamos falar sobre o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS)

O Transtorno de Processamento Sensorial descreve as dificuldades que as crianças enfrentam por não serem capazes de interpretar de forma eficaz as mensagens sensoriais que recebem do seu corpo e do ambiente. Isso acontece porque algumas entradas sensoriais podem ser opressoras ou não percebidas pelo cérebro.

Imagine-se dirigindo um carro que não esteja funcionando bem. Quando você pisa no acelerador o carro às vezes dá um salto para frente e às vezes não responde. A buzina, quando acionada, soa estridente. O freio algumas vezes desacelera o carro, mas nem sempre. Os limpadores funcionam ocasionalmente, o volante é errático e o velocímetro é inexato. Você trava uma constante luta para manter o carro na estrada e fica difícil concentrar-se em qualquer outra coisa.

O cérebro precisa de uma variedade contínua de estímulos sensoriais para funcionar e se desenvolver. O processamento é muito complexo, uma vez que diferentes tipos de “inputs” sensoriais se entrelaçam por todo o cérebro.

Os neurônios são células altamente especializadas na recepção e envio de sinais eletroquímicos. Cada neurônio recebe milhares de sinais de entrada ou “inputs”. Do ponto de vista funcional os neurônios podem ser classificados em neurônios sensoriais, que recebem o “input” sensorial e conduzem o impulso para o sistema nervoso central; neurônios motores, que transmitem esses impulsos para os músculos e as glândulas, ou seja, a resposta motora ao “input”; e os interneurônios, que estabelecem ligações entre os neurônios sensoriais e os neurônios motores. 

O termo “integração sensorial” apresenta muitos usos, o que tem sido fonte de muitos equívocos. Pode referir-se à Teoria da Integração Sensorial que teoriza sobre a relação cérebro/comportamento, ou seja, sobre a relação do processamento sensorial com respostas comportamentais.

O termo diagnóstico Transtorno de Processamento Sensorial passou a ser utilizado para fazer distinção tanto da teoria quanto do modelo de intervenção e do processo neurofisiológico. Entretanto, são muitas as pesquisas que buscam validá-lo; inclusive sua inserção no próximo DSM-V chegou a ser cogitada.


A hiporeatividade, contrariamente à hiperreatividade caracteriza-se por uma resposta pobre, ou mesmo inexistente, ao input sensorial, sendo necessário mais estímulo, mais intensidade para que a informação seja processada a nível do sistema nervoso central.

Estudos mostram que as habilidades sensoriais dos autistas podem ser ineficientes. Sabe-se que os estímulos sensoriais não são registrados adequadamente e, também não são modulados de forma correta pelo cérebro, pelo Sistema Nervoso Central (SNC) da pessoa.

A pessoa com TPS pode apresentar por exemplo uma sensibilidade maior aos estímulos do ambiente ou ainda uma sensibilidade muito menor, que chamamos de hipersensibilidade e hipossensibilidade.

Quando há hipersensibilidade, a pessoa percebe os estímulos do ambiente com mais facilidade. Por isso, acham as luzes e as cores muito brilhantes, os sons ficam bem intensos, os odores se tornam muito fortes e as sensações táteis são interpretadas de modo profundo.

Já quem tem hipossensibilidade precisa de bastante excitação ou esforço para sentir o estímulo. Nesses casos, a pessoa costuma ser agitada, faz mais bagunça, tem pouca resposta à dor ou gosta de muito barulho, por exemplo.

Essas alterações sensoriais podem ser visuais, por exemplo, a pessoa tem dificuldades de diferenciar tamanhos, formatos e cores de objetos, calcula errado uma distância e tem uma noção espacial pobre o que faz com que essa pessoa caia com frequência ou esbarre muito nas coisas ao redor.

Essas alterações sensoriais também podem ser auditivas (por exemplo a pessoa não suporta ambientes com muito barulho e fica tapando os ouvidos), podem ser olfativas, vestibular (que está relacionado com a sensação de movimento principalmente da cabeça. Por exemplo se a criança é hipossensivel na questão vestibular ela normalmente vai ficar pulando, rodando e girando ao redor do corpo), também podem ser gustativas e tátil (em relação ao toque e temperatura). Então todas essas questões sensoriais podem se apresentar de diferentes formas e intensidades.

Os autistas muitas vezes sentem muitas dificuldades para lidar com as diversas sensações do ambiente.  É muito comum pessoas com autismo apresentarem essas questões sensoriais e se sentir incomodados com sons, luzes, texturas, movimentos, toques e sabores. E isso pode levar a crises.

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

KANDEL (2000)

Benefícios do Pilates X Autismo

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